terça-feira, maio 17, 2005
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Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois
Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada
E que para de onde veio volta depois
Quase a noitinha pela mesma estrada.
Eu não tinha que ter esperanças – tinha só que ter rodas…
A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco…
Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas
E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.
“Alberto Caeiro”
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